Reflexão do dia 18 de fevereiro
CADA UM SEGUE O SEU PRÓPRIO CAMINHO
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Quanto custa ser membro e quem dirige A.A.?

Quanto custa ser membro de A.A.?

Não existem obrigações financeiras de nenhum tipo para os membros de A.A. O programa de recuperação do alcoolismo está à disposição de qualquer um que deseje abandonar a bebida, esteja sem dinheiro ou com milhões.

A maioria dos Grupos locais faz uma coleta, nas reuniões, para cobrir o aluguel da sala, bem como outros gastos, inclusive o café, sanduíches, bolos, etc.

Numa grande maioria dos Grupos, uma parte do dinheiro arrecadado dessa maneira é destinada, voluntariamente, ao Escritório de Serviços locais e Gerais de A.A., para ajudar a custear seus serviços nacionais e internacionais. Esses fundos dos Grupos são utilizados exclusivamente para serviços destinados a ajudar Grupos novos e antigos a levar a mensagem do programa de recuperação de A.A. aos "milhões de alcoólicos que ainda o desconhecem".

A idéia fundamental é que ser membro de A.A. não depende de apoiar financeiramente a Irmandade. Aliás, muitos grupos de A.A. estabelecem severas limitações sobre o montante de contribuição de seus membros.

A.A. é inteiramente autossuficiente e não aceita contribuições externas.

Quem dirige A.A.?

A.A. não tem administradores ou executivos com poderes e autoridade sobre a Irmandade. Não existe "governo" em A.A. É evidente, entretanto, que, mesmo numa organização informal, certas atividades precisam ser desempenhadas.

No Grupo, por exemplo, alguém precisa conseguir uma sala adequada para as reuniões; precisam ser programadas e planejadas; é necessário tomar providências para que haja café que tanto contribuem para o ambiente de camaradagem, nas reuniões de A.A.; muitos Grupos também acham interessante delegar a alguém a responsabilidade de manter contato com o desenvolvimento nacional e internacional de A.A.

Quando se inicia um Grupo, voluntários poderão assumir essas responsabilidades, funcionando informalmente como servidores do Grupo. Tão logo seja possível, porém, essas responsabilidades são transferidas a outros, eleitos pelo Grupo, para servirem por períodos limitados.

Um grupo típico de A.A. poderia ter um Coordenador, um Secretário, um Tesoureiro, um Representante do Comitê Trabalhando com os Outros, um Representante da Revista Vivência e um Representante de Serviços Gerais, que atua pelo Grupo nas reuniões regionais. Os ingressantes que já gozam de um período razoável de sobriedade, são solicitados a tomar parte nas funções de responsabilidade do Grupo.

Nos nível nacional e internacional também existem tarefas específicas a serem desenvolvidas. Há necessidade de se escrever, imprimir e distribuir literatura para os Grupos e indivíduos que as pedem. Precisa-se responder às consultas dos Grupos, tanto dos novos quanto dos antigos. Pedidos de informação a respeito de A.A. e seu programa de recuperação precisam ser atendidos.

É necessário dar assistência aos médicos, membros do clero, homens de negócios e diretores de instituições. Há necessidade de se estabelecer e manter sólidas atividades de relações públicas no trato com a imprensa, o rádio e a televisão e outros meios de comunicação pública.

Para garantir o crescimento seguro de A.A., os primeiros membros da Irmandade, junto com amigos não alcoólicos, estabelecem uma Junta de Custódios - hoje conhecida como Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos. A Junta serve como guardiã das Tradições de A.A. e de seus serviços gerais e também assume a responsabilidade pela qualidade dos serviços prestados pelo Escritório de Serviços Gerais - o ESG –, situado em São Paulo.

O vínculo entre os Grupos de A.A. e a Junta é a Conferência de Serviços Gerais de A. A. A Conferência, composta de aproximadamente 54 Delegados de Área onde existem Grupos de A.A., reúne-se com os membros da Junta, membros do corpo de servidores do ESG, e outros, durante vários dias anualmente. A Conferência é um órgão exclusivamente consultivo. Ela não tem autoridade para governar a Irmandade.

Portanto, a resposta à pergunta "Quem dirige A.A.?" é que a Irmandade é um movimento singularmente democrático, sem autoridade central e com um mínimo de organização formal.

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